Loading...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

LIVRO DOS MÉDIUNS - CONCEITO DE MEDIUNIDADE. O MÉDIUM E SUA SENSIBILIDADE. DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO. EVANGELIZAÇÃO DO MÉDIUM.





CONCEITO DE MEDIUNIDADE


Mediunidade é a faculdade que permite o intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual.

É tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns...Todos os povos tiveram seus médiuns. E as inspirações de Joana D!Arc nada mais eram que a voz dos Espíritos benfeitores que a dirigiam.

Durante os tempos medievais, esse dom ficou mais raro, mas nunca desapareceu.( L.M. 2.ª parte, Cap. XXXI, ítem 11).

Com o Espiritismo, esse dom ganha um novo enfoque, revivendo a visão cristã da mediunidade, perdida através dos tempos, e tornando-a um fenômeno mais consciente e destituído de mistificações, quando examinada sob a ótica da racionalidade.

Os Espíritos comparam a atuação do médium á de um instrumento, um intermediário. O intercâmbio mediúnico ocorre através do pensamento, é uma" ligação mental" estabelecida entre o Espírito comunicante e o Espírito do médium receptor.

A mediunidade é dada sem distinção, a fim de que os Espíritos possam levar a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos virtuosos, para os fortalecer no bem; aos viciosos, para os corrigir. Esses últimos não são os doentes que precisam de médico?( Evangelho SEgundo o Espiritismo)





O MÉDIUM, SUA SENSIBILIDADE.




DESENVOLVIMENTO MEDIUNICO.


Kardec inicia o Livro dos Médiuns com a seguinte observação: " muito natural o desejo dos que se dedicam ao Espiritismo, de entrarem pessoalmente em comunicação com os Espíritos (L.M. "Introdução") e complementa, expressando um de seus objetivos:"... indicar os meios de desenvolvimento da mediunidade em quem a possui, segundo as possibilidades de cada um, e sobretudo orienta o seu emprego de maneira proveitosa.




Diz Kardec que embora a mediunidade apresente um caráter espécífico em cada médium, é importante ressaltar a existência de pontos em comum, como " a capacidade de sentir a presença dos Espíritos, por uma vaga impressão, uma espécie de arrepio geral que elas mesmas não sabem o que seja. Esta variedade não apresenta caráter bem definido. Todos os médiuns são necessariamente impressionáveis, de maneira que a impressionabilidade é antes uma qualidade geral do que específica: é a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras"( L.M., 2.ª parte, Cap.XIV, ítem 164).

Acrescenta que " essa faculdade se desenvolve com o hábito e pode atingir uma sutileza que a pessoa dotada reconhece, pela sensação recebida, não só a natureza boa ou má do Espírito que se aproximou, mas também a sua individualidade..."(L.M., 2.ª parte, Cap.XIV, ítem 164).

Quando Kardec coloca que a mediunidade " se relaciona com predisposições orgânicas" (L.M., 2.ª parte, Cap. XVII, ítem 209 e Cap. XX, ítem 226 - 1.ª questão), está se referindo á capacidade de expansão ou desligamemnto entre o períspírito e o corpo físico: " O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e da assimilação deste mais ou menos fácil com o dos Espíritos"(Obras Póstumas., "Manifestação dos Espíritos" parágrafo 6,n.º 34 )

O desenvolvimento mediúnico propriamente dito ocorre quando o médium amplia a sua sensibilidade, voltando-a em direção ás percepções originadas no plano espiritual.

A educação mediúnica , objetiva transformar individualmente o médium, preparando-o para intervir positivamenete na sociedade contribuindo para o progresso cultural da humanidade e para o seu próprio aperfeiçoamento espiritual .

Assim, a mediunidade é uma faculdade que poderá ser estudada com uma profundidade maior, vivenciada na prática - sob o controle e intensidade devidamente dosados através das aulas práticas - e treinada para um uso disciplinado....Desenvolver e educar são, portanto, processos paralelos e interagentes, dois aspectos principais da ampliação consciente das potencialidades do homem.

Kardec ressalta que não há sinais físicos, não há fórmula sacramental ou " ginástica física" para diagnosticar o tipo de mediunidade ou desenvolvê-la. Do mesmo modo, " a fé não é condição obrigatória para o iniciante. Ela secunda os esforços, não há dúvida, mas não é indispensável. A pureza de intenção, o desejo e a boa vontade bastam" (L.M., 2.ª parte, Cap. XVII, ítem - 209)




EVANGELIZAÇÃO DO MÉDIUM



Explica-nos Emmanuel, que " a mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda a carne e prometida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador" ( Livro : O Consolador, perg.382). Vimos também que é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal e elemento renovador da posição moral da criatura terrena, por isso todos são médiuns das forças invisíveis.

Sabemos que todos possuem a faculdade mediúnica em maior ou menor grau, porque a origem humana é a mesma, tem a mesma constituição orgânica e caminha para o mesmo fim. A Doutrina Espírita esclarece que a morte física não expressa sublimação; é apenas passagem de um plano para o outro. Não se pode assim, admitir que o desenvolvimento mediúnico constitua por sí só um meio para melhor servir. Daí, a necessidade do aprimoramento pessoal como condição primária de êxito, em qualquer tarefa de intercâmbio.

Mas é necessário reconhecer que na esfera da mediunidade, cada servidor se reveste de características próprias. O conteúdo sofrerá sempre a influenciação do entendimento e vocabulário do médium. Essa é a lei de intercâmbio. Mediunidade, pois, para o serviço das revelações espirituais, reclama estudo constrante, perseverança, determinação e devotamento ao bem para o indispensável enriquecimento em ciência e virtude.

Sendo assim, o Evangelho é poderoso auxiliar no desenvolvimento mediúnico. A reforma íntima, sua pedra de toque. E é na oração e na humildade que o médium alcançará maiores bençãos e refazimemto.


( Fonte:Livro - Curso de Educação Mediúnica 1.º ano - FEESP

Nenhum comentário:

Postar um comentário