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sábado, 16 de julho de 2011

FELICIDADE/EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO/JULHO/11

FELICIDADE , EDUCAÇÃO,REFORMA ÍNTIMA






" Bem - Aventurados,antes,os que ouvem a palavra de Deus e a guardam." ( Lucas, 11:28)






O Capítulo V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo traz uma mensagem do Cardeal Morlot, recebida em Paris,no ano de 1863, sobre a felicidade, que é almejada
como condição de satisfação plena de todo ser humano.



O preclaro Espírito chama a atenção para a possibilidade de nunca alcançá-la, pois " o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado".



Afirma ele que...O que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação,que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções.[...] Diante dessa constatação, o anseio de felicidade seria puramente quimérico para as almas aqui reencarnadas? Eis um velho e complicado mistério filosófico sem solução racional,pois enquanto o homem resumir a felicidade na utilização de bens materiais, na deplorável ilusão de que o legítimo contentamento está condicionado aos tesouros perecíveis, não conseguirá atingir a paz e o bem estar que tanto almeja.



Emmanuel, Benfeitor espiritual em uma de suas luminosas obras, ao analisar de que modo pode-se conceber a felicidade na Terra, faz a seguinte ponderação:



-Se todo espírito tem consigo a noção de felicidade, é sinal que ela existe e espera as almas em alguma parte.



Tal como sonhada pelo homem do mundo, porém, a felicidade não pode existir, por enquanto, na face do orbe,porque, em sua generalidade, as criaturas humanas se encontram intoxicadas e não sabem contemplar a grandeza das paisagens exteriores que as cercam no planeta.



Contudo , importa observar que é no globo terrestre que a criatura edifica as bases de sua aventura real, pelo trabalho e pelo sacrifício, a caminho das mais sublimes aquisições para o mundo divino de sua consciência......



...A questão da felicidade tem sido cuidadosamente analisada ao longo da humanidade por vários filósofos, como Sócrates, Aristóteles, Kant e também pelos Espíritos superiores, tratando - se de problema a ser solucionado pela educação moral das massas humanas, sabedores de que o enigma da felicidade é de natureza espiritual.



...A Doutrina Espírita traça para nós um roteiro de vida capaz de proporcionar a felicidade almejada, ainda que venhamos a sofrer, de acordo com o nosso estágio evolutivo. A felicidade é resultante de muitas conquistas e entre elas a "fé no futuro", a que se referem os instrutores Espirituais da Terceira Revelação, deixa de ser apenas esperança vaga para se tornar certeza plena adquirida pelo conhecimento das realidades eternas[...] dando ao adepto sincero segurança e auto-confiança."



A felicidade sem fé e sem amor não existe. Ela depende das qualidades conquistadas e não do meio material no qual os seres humanos se encontram. Esse alcance, entretanto, exigirá grande esforço de nossa parte; sendo ela consequência de muitas vitórias de ordem moral,é obra de autoeducação e intensa luta travada para granjear a reforma íntima que ansiamos.



( Fonte: trechos do artigo publicado na revista REFORMADOR, de março/11, por Clara Lima Gonzalez de Araújo)

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